Uma das informações frequentemente consideradas antes da cirurgia refrativa é a estabilidade do grau.
Mas será que ficar alguns anos sem trocar os óculos é suficiente para indicar o procedimento?
A resposta é não.
Por que a estabilidade do grau importa?
A cirurgia refrativa modifica o sistema óptico dos olhos para corrigir determinados erros de refração.
Se o grau ainda estiver mudando, o resultado poderá deixar de corresponder às necessidades visuais do paciente com o passar do tempo.
Por isso, a estabilidade é um dos critérios utilizados na avaliação pré-operatória.
O que mais precisa ser analisado?
Além do grau, o oftalmologista avalia características como:
- Espessura e formato da córnea.
- Regularidade da superfície corneana.
- Presença de olho seco.
- Condições gerais da saúde ocular.
- Possíveis alterações que contraindiquem determinadas técnicas.
Exames específicos ajudam a identificar características que não podem ser percebidas apenas pela receita dos óculos.
E se a córnea for fina?
Uma córnea mais fina não significa automaticamente que nenhuma opção seja possível, mas exige uma análise cuidadosa.
Dependendo das medidas e de outros parâmetros, algumas técnicas podem não ser recomendadas.
A segurança deve sempre orientar a escolha do procedimento.
Ter o grau estável é um bom ponto de partida, mas não substitui uma avaliação completa.
Antes de pensar em operar, é fundamental descobrir se a cirurgia é adequada para os seus olhos.
Dr. Bruno Konno | Oftalmologia
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