Quando pensamos em problemas de visão, geralmente imaginamos imagens embaçadas ou dificuldades para ler.
Entretanto, algumas doenças podem comprometer a visão de maneira silenciosa, sem provocar alterações perceptíveis na região central do campo visual durante suas fases iniciais.
É o caso de muitas formas de glaucoma.
O que acontece com a visão periférica?
O glaucoma é uma doença que provoca danos progressivos ao nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as informações visuais dos olhos ao cérebro.
Em sua forma mais comum, o glaucoma de ângulo aberto, a perda visual geralmente começa de maneira lenta e pode comprometer regiões periféricas do campo de visão.
O paciente pode continuar lendo, assistindo à televisão e reconhecendo rostos normalmente, mesmo apresentando alterações que ainda não percebe.
Por que o glaucoma é considerado silencioso?
Porque, em muitos casos, não provoca dor, vermelhidão ou sintomas evidentes no início.
Além disso, o cérebro pode compensar parcialmente determinadas falhas no campo visual, dificultando a percepção do problema.
Quando as dificuldades se tornam evidentes, já pode existir um comprometimento importante do nervo óptico.
Como identificar o glaucoma?
A avaliação oftalmológica pode incluir a medição da pressão intraocular, o exame do nervo óptico, a análise do campo visual e exames complementares.
É importante compreender que a pressão ocular isoladamente não confirma nem exclui o diagnóstico.
O tratamento pode recuperar a visão perdida?
Os danos visuais provocados pelo glaucoma são, em geral, irreversíveis.
Por isso, o tratamento busca controlar a doença e reduzir o risco de progressão, utilizando medicamentos, laser ou cirurgia, conforme a necessidade.
Você pode estar enxergando bem e, ainda assim, apresentar alterações relacionadas ao glaucoma.
A avaliação oftalmológica periódica é fundamental para identificar a doença precocemente.
Dr. Bruno Konno | Oftalmologia
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